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domingo, 24 de abril de 2011

Rock na Páscoa: Coelhas, Cartolas e Rock n Roll marcaram a festa no Auditório Rock Bar
































































































































































































































































Por volta das 23 horas, do dia 23 de abril, o rock pascoal começou a sair da cartola, com o som da renovada Aeroplane de Cruz Alta, que trouxe várias sonzeras do bom e velho Rock Gaúcho, começando a aquecer os motores da galera, com destaque aos covers de Cascavelletes e Cartolas, onde de cara muitos comentavam que a festa iria dar o que falar. Fato que se concretizou quando a banda Candy Rock de Santa Maria, trouxe vários clássicos do Rock n Roll, fazendo a galera enlouquecer aos sons de Dyer Maker do Led Zeppelin, Beatles, Rolling Stones e Iggy Pop, com destaque a canção Candy, que além de levar o nome da banda, conseguiu levar o público ao êxtase. Além disso, o Rock Nacional também teve o seu espaço com um ótimo cover do Barão Vermelho.


Poderia aqui destacar, um ou outro integrante da banda como costumo fazer, porém percebi que a Candy é um conjunto de elementos masculinos e femininos que possuem uma grande sintonia e bom humor no palco e fora dele, através da irreverência e presença de palco da vocalista Miri Brock, da atitude do guitarrista Pablo Martins e da pegada da baterista Anelise Schimidt, além das firmes e fortes linhas de contra-baixo do baixista Rogério Papalia.
O Rock na Páscoa foi uma realização do Auditório Rock Bar e da Rádio Atitude Jovem (http://www.radioatitudejovem.com/), onde mais de 80 pessoas puderam curtir uma páscoa bem ao estilo rock n roll, com um clima agradável, com públicos de várias gerações da cena independente, em um lugar do caralho.



Confira a entrevista em aúdio com a Candy - nesta segunda feira - dia 25 de abril no endereço: http://www.radioatitudejovem.com/, a partir das 20 horas.






Matéria e fotos - Diones Biagini (Jornalista e Pós Graduado em Comunicação e Projetos de Mídia)

domingo, 6 de março de 2011

Rádio Atitude Jovem fez a cobertura do Summer Rock 2011 em Ijuí




































































Eram 14 horas do sábado, dia 5 de março, quando saímos de Cruz Alta, com destino a cidade de Ijuí, para fazer a cobertura do 1° Summer Rock 2011. Viajamos em uma van, contratada pelos camaradas da banda Ato IV de Júlio de Castilhos. Chegando ao local um pouco afastado da cidade, logo pudemos perceber alguns aviões sobrevoando as alturas, pois o local do festival é no Hangar Paranhos, clube destinado a esportes aéreos e agora ao rock n roll. Nessa vibe positiva a galera foi chegando aos poucos e armando as barracas, eaí já percebemos de cara que quem gosta realmente do rock underground, esteve por lá e isso é o que importa, já que muitos reclamam que as coisas não acontecem no movimento, mas na real nem ao menos comparecem aos eventos que são realizados na cena. Como algumas bandas desistiram do evento, deixando na mão a organização, a segunda noite do festival começou a partir das 21 horas, com a abertura de uma banda conhecida na cena dos festivais, a Ato Iv de Júlio de Castilhos, que começou aquecendo os motores do rock, junto com o fiel público presente, trazendo sons com qualidade e influências do Rock Clássico, metal e do punk, mesclando músicas próprias e covers, onde destacaram-se os sons nacionais, por exemplo o da canção aquela do Raimundos e foi neste show que pudemos perceber as primeiras rodas punks, ao sons covers da antiga Tequila Baby.

Após subiu ao palco a banda Casa Mata de Santo Cristo, que trouxe clássicos do grunge, fazendo a galera relembrar de ótimas bandas dos anos 90, como Nirvana, Alice In Chains e Silver Chair. Além dos grunges, rolaram clássicos do rock n roll das antigas e a galera literalmente veio abaixo com os ótimos solos do guitarrista da banda, em um cover do Dire Straits. Realmente fazia muito tempo que uma banda não me surpreendia como esta. Parabéns a essa gurizada bem nova, que mantêm o legado do rock vivo, em meio a uma “new generation” de consumo de lixo cultural. Não posso esquecer de dar destaque também ao vocalista, que conseguiu agitar a festa da galera, através de uma ótima performance de palco. O baixista e o baterista também merecem um elogio por aqui, principalmente pela sincronia de ambos na canção do Nirvana Long Act, com uma introdução devastadora. Logo subiu ao palco a banda Black Sabbath Cover de Ijuí, que realmente fez os covers em cima, trazendo os clássicos da banda, puxados pelo vocalista Xímú e o baterista Moíta, militantes antigos da cena rock.

A seguir, subiu ao palco a banda Canela de Cusco, grupo que ajudou a organizar o festival e mostrou músicas escrachadas, com muita irreverência e atitude, através de sons clássicos e do lado b da música punk, trazendo para frente do palco as segundas rodas punks da noite, mostrando muita interação com o público da casa.

Depois subiu ao palco a banda Stereo Junkies, que trouxe clássicos do rock n roll das antigas, agitando intensamente a galera, destacando-se o bom vocal da banda e as loucas linhas de baixo do Gelol, um dos organizadores do evento.

Como algumas bandas não compareceram ao evento, a organização teve a idéia de suprir esse espaço, convidando alguns integrantes do Black Sabbath cover de Ijuí, entre outros músicos da antiga, que estavam no local. Isso lá pelas 4 e meia da manhã. Após fomos embora, pois todo o carnaval tem sem fim, inclusive o do rock. Portanto se alguém puder continuar esta história, pode ficar a vontade ao nos informar o fim da noite e o começo do domingo, deixando seu comentário aqui no blog.

Após, seguimos de carona com três camaradas cruzaltenses da antiga: o Ricardo, a Carina e o Diego Canelles, o motora que com muita gentileza nos largou na porta de casa, isso lá pelas 5 e meia da manhã.

Segundo o baixista da banda Stereo Junkies de Ijuí e um dos organizadores do festival, “temos muita influência do rock das antigas, principalmente do fim dos anos 60 e começo dos anos 70. No momento compomos duas músicas próprias e estamos construindo o instrumental e a nossa ideia é que em julho consigamos gravar a nossa primeira demo. Além de mim no baixo, temos na formação Gaspar nos vocal, Derli na guitarra e o Elias na bateria, todos engajados em levar o rock n roll clássico pra galera".

Gelol, ainda desabafou falando sobre a cena independente "esta ocorrendo uma desvalorização do estilo na atualidade, pois existem muitas coisas comerciais que vendem mais e por isso esses fatos acabam ocultando o rock n roll mais antigo".


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Fest Malta: Paz, amor, cultura e empatia marcaram os três dias do evento e a Rádio Atitude Jovem esteve por lá





























































































































































































































































































































































Ao recebermos o convite da organização do Fest Malta para realizarmos a cobertura do evento em Ibarama - RS, a equipe da rádio, eu Diones Biagini e Paulo Peruzatto, resolvemos viajar até lá, de van, para fazermos a cobertura pela Rádio Atitude Jovem, deste importante festival para a cena independente do estado. Embarcamos no bus Cruz Alta - Benjamin Nott (bairro afastado da cidade), às 12 horas e 30 minutos, do dia 22 de janeiro de 2011, para irmos até o trevo do Salto do Jacuí, onde esperamos 3 horas em um posto próximo ao trevo. Chegando a van contratada pela banda Camarada - Ato IV de Júlio de Castilhos, seguimos uma verdadeira viagem, regada a muito bom humor e loucura, nas belíssimas paisagens e perigosas curvas da região Centro Serra. Ao enxergarmos do alto do cerro o Balnéario Lindos Lírios, já pudemos sentir o clima do festival que nos aguardava. Logo fomos muito bem atendidos pela organização, que nos trouxe todas as informações sobre o festival e estrutura do Balneário, onde ficamos bem instalados. E aqui estava apenas começando o melhor festival de verão, em local aberto que eu já presenciei evento este que conseguiu inserir, debates sobre a cena independente, através do Circuito Fora do Eixo, teatro, no palco fora do eixo e muitas bandas de qualidade.

Durante o sábado também realizamos na sala de imprensa do festival, uma entrevista com o Pata vocalista e guitarrista da banda Super Fusa e produtor cultural do Fest Malta, que nos falou primeiramente sobre os planos da banda Superfusa "a ideia é que o nosso cd seja gravado em março, já que com toda a correria que tivemos com o Fest Malta, isso não pode acontecer nos últimos meses. Mudamos de formação e agora passei a cantar também, algo que fez com que eu tivesse que evoluir bastante e isso foi bom. Já sobre o Fest Malta, conseguimos fazer um grande festival que vai ficar para história da cena independente, conseguimos unir vários elementos culturais, nestes três dias e isso foi muito bom e como se não bastasse fechamos com chave de ouro, com o show do Wander Wildner".

Regados a muito Rock n Roll e piscina, em um ambiente com muita paz, amor e empatia, o público começou a assistir os primeiros shows do sábado, onde durante a tarde e a noite passaram várias bandas com repertórios baseados em músicas próprias do estilo indie rock, exceto algumas que trouxeram rock n roll instrumental e a banda “finaleira” da noite, que trouxe alguns clássicos do Rock n Roll, inclusive trazendo a tona covers de Led Zeppellin, isso por volta das 5 da madrugada.
Ao amanhecer de domingo, pudemos ver muitas barracas fechadas e algumas carinhas perambulando pelo local do evento, uma vez que a noite havia sido longa pra galera do Rock n Roll, que ficará curtindo até o amanhecer.

Já eram quase 11 horas da manhã quando a Rádio Fest Malta (Uma espécie de Rádio Poste), começava a dar as primeiras informações sobre o evento, intercaladas com sonzeiras da década de 70, fazendo com que os roqueiros se sentissem como se estivessem no woodstock, só que dos pampas. Enquanto alguns curavam a ressaca na piscina, outros jogavam sinuca e esperavam o almoço, recarregando as energias para o começo da tarde, quando muitas bandas trouxeram Clássicos do Rock n Roll dos anos 70, além da que trouxe reggae no começo da tarde pra galera curtir a paz do local.

Durante a tarde também realizamos a entrevista com o músico Wander Wilder, que nos falou primeiramente sobre a cena independente “eu dependo um pouco dos meus amigos, mas a gente faz um trabalho independente de coisas grandes, gosto de falar alternativo, pois não somos independentes, essa palavra me lembra independência do Brasil, a gente faz um trabalho que nos mesmos criamos e isso legal”. Wander ainda nos falou sobre a cena alternativa da década de 80 comparada a atual “a cena é a mesma, eu continuo trabalhando do mesmo jeito. O fundamento é o mesmo, só que eu sei mais coisas hoje, adquirimos experiência, trabalho com cultura da mesma forma de o final dos anos 70”.

Questionado sobre sua relação pessoal com os ex-s colegas de banda, Os Replicantes, Wander disse: eu saí da banda, esses dias encontrei o Cléber em um bar e há dois verões atrás, também nos encontramos na praia, frequentamos a mesma praia e passamos um dia lá. Os outros já faz mais tempo que eu não os vejo”.

Wander relatou sobre o Fest Malta, música, teatro e os festivais de verão “pra mim isso é o óbvio, deveriam existir mais festivais destes, eu acho que as pessoas gastam suas energias fazendo coisas, as quais não me interessam muito. Esse festival como outros que existem, pra mim é o normal, eu vivo isso desde que eu comecei a fazer teatro desde 1979, a gente participava do Filho da Terra, eu ia no festival: Vivendo a Vida de Lee. A minha escola é de festival, então pra mim eu estar tocando aqui é normal, acho que pouca gente faz esse tipo de evento, as pessoas gastam energias fazendo umas merdas de coisa, mas é o ser humano e eu não posso fazer nada quanto a isso. Eu imagino que muita gente gostaria de estar aqui, mas eles estão distantes disso, mas é o caminho de cada um, sei que é uma pena que tenham poucos festivais assim".

Em relação a sustentação da cultura alternativa, em seus diversos setores, Wander disse: “tem vários grupos que trabalham, cada região e cada um tem um jeito de fazer as coisas. E essas formas virão de acordo com as influencias culturais e sociais de cada um. Hoje em dia existem muitos grupos e cada um acha o seu, existem muitas uniões. E mesmo assim é muita pouca a relação cultural, o Brasil é muito atrasado, somos muito pobres, lá fora, por exemplo, na Europa as pessoas são mais espertas e inteligentes, elas usam mais a sua energia e aqui parece que têm que viver mais 1500 anos pra aprender o que é a Europa e se viver todos esses anos do jeito que o Brasil vive, nos estamos “fudidos”, tu vai lá e vê como funciona e faz aqui. Só que as pessoas não tem essa informação, elas não vão pra lá, a maioria não saí da sua cidade, porque aqui as pessoas ainda casam, tem filhos, fazem faculdade e tem uma casa e um carro, isso é muito estúpido e pobre e na Europa não é assim, eles podem até ter tudo isso, mas antes de tudo andam de bicicleta, vivem com pouco e não são consumistas, aqui somos e também uma cópia americana, daqui um tempo teremos a mesma crise que estão vivendo lá, enfim as pessoas vivem assim é o livre arbítrio e eu não posso fazer nada, cada um faz sua escolha”.

Falando sobre isso, durante a entrevista, lembrei-me da música do Replicantes, a qual fala sobre a Cerveja importada. Então o questionei, porquê nada se parece com a cerveja importada? “isso que bebemos aqui não é cerveja, tem produtos químicos, tem conservantes, a cerveja é uma formula de 3 coisas, água, malte e lúpulo e se tiver mais alguma coisa não é cerveja. Eu não estou inventando nada. Basta procurar no Google, se quiser tu vai lá e faz numa panela e toma com tua família e se gostar muito tu faz mais e vende na tua cidade, já em relação aos nossos vinhos, o da Colônia é bom já os industrializados são razoáveis, não são meus vinhos preferidos, são melhores hoje, pois foram renovados, não vivemos em uma região muito boa pra fazer vinho industrial e sim boa para cultivarmos vinho de mesa e de preferência branco. Eu por exemplo, não gosto do vinho Francês, eu gosto de vinho branco de Colônia, Maldeck Argentino e o espumante pode ser qualquer um, mas o daqui é bom.”

Para finalizarmos perguntei sobre um possível novo álbum, onde o Wander nos disse “isso não passa muito na minha cabeça, por que vou trabalhando e vai acontecendo é uma mistura de trabalho com acaso e o trabalho faz a estrada do acaso. Fiz um disco e agora estou fazendo shows, uma coisa que é básica, a minha vida é fazendo turnês, pois tu vive com música e tem que fazer elas, no meu caso é mais fácil, pois sou um versionista, faço elas do meu jeito, na verdade eu mais interpreto e toco guitarra, do que faço música, eu não faço música e letra há 6 anos.”

Após a entrevista filmamos os vários ambientes do festival, para postarmos no canal da Rádio Atitude Jovem no Youtube. E para finalizar com chave de Ouro o Fest Malta, o show de encerramento ficou por conta do Wander Wildner, que tocou versões de diversos clássicos, onde destacaram-se, as canções do rock gaúcho, Amigo Punk, Surfista Calhorda e Jesus Cristo Vai Voltar. O público ficou até o final e agitou mesmo após 3 dias de evento, provando que o gás da juventude é algo de atitude. Assim como o da organização que com muita luta e garra, soube trazer algo diferenciado e que com certeza ficara para a História do Rock n Roll, no Sul do Brasil, no qual passaram mais de 1300 pessoas, durante dos dias 21, 22 e 23 de janeiro de 2011, onde através da produção do camarada pata, muitas pessoas puderam viver momentos de paz, amor, música e empatia, deixando de lado a tecnologia dos celulares e da internet, (não havia acesso a nenhum desses meios no local) que muitas vezes nos ajudam, mas que na maioria das vezes nos aprisionam, assim como esse sistema capitalista que nos é imposto. Realmente vivendo esses dois dias em Ibarama, pudemos perceber que uma sociedade, sem violência, ganancia e egoísmo é possível, basta as pessoas entenderem o verdadeiro sentido da vida, que é bem simples: viva em coletividade e deixe de lado as individualidades deste sistema caótico.

Após o fim do evento por volta das 23 horas, seguimos viagem até o trevo do Gauchinho em Cruz Alta, quando chegamos por volta da uma da madrugada, onde dali os camaradas de Julio de Castilhos continuaram o trajeto até a sua cidade.


Confira os links com mais divulgação do evento:




Mais Fotos do evento no orkut da Rádio Atitude Jovem:
http://www.orkut.com.br/Main#EditPhotos?uid=10342418090368572754&aid=1295889497&full=2&first=1

Videos no canal, do Youtube da Rádio Atitude Jovem:
http://www.youtube.com/user/radiowebatitudejovem

Entrevista em aúdio com Wander Wildner e mais - divulgação ao vivo a partir das 19 horas do dia 25 de janeiro de 2011, no site radioatitudejovem.com

POSTADO PELO JORNALISTA DIONES BIAGINI – RÁDIO ATITUDE JOVEM

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Rádio Atitude Jovem promove Ação Cultural com o objetivo de trazer Os Replicantes para a 5ª edição do Porão do rock Festival



Após a cobertura do show dos Replicantes e a entrevista com esta lendária banda dos anos 80, que fizemos no mês de novembro em Santa Maria, tivemos a ideia de criarmos uma ação cultural, para podermos arrecadar fundos para trazermos juntos, Os Replicantes, para a 5ª Edição do Porão do Rock Festival, em 2011. Quem participar desta ação estará concorrendo a um violão autografado pela banda. E a ideia inicial é que este prêmio seja entregue pelos músicos ao vencedor. O resultado será divulgado no dia 26 de janeiro pela loteria federal - 1º Prêmio Extração das 18 horas.

Participe pela internet: você pode contribuir com esta Ação Cultural para trazer Os Replicantes em 2011, escolhendo um número de 1 a 1000 e nos solicitando pelo email dionescobain@yahoo.com.br ou online no msn radiowebatitudejovem@hotmail.com e depois basta depositar o valor do número na conta:

Banco Banrisul
Agência: 0190
Nome: Diones da Silveira Biagini
Conta: 35.113818.0-5